quarta-feira, 28 de outubro de 2026


 Djalma Sabiá e Geraldo Babão: os guardiões do Salgueiro

 

No alto do Morro do Salgueiro, onde o vento parece carregar histórias antes de carregar poeira, viveu um homem que sabia ouvir o mundo. Chamavam-no Sabiá, porque corria leve, porque cantava sem esforço, porque tinha o dom de transformar o cotidiano em canto. Mas seu nome completo — Djalma de  Oliveira Costa[1] — era dito com respeito, como se fosse uma chave que abria portas antigas do morro. 


 Djalma Sábia

Djalma Sabiá, era o homem “que guardava o tempo”, como se dizia lá no Morro do Salgueiro. Ele nasceu em 1925, quando o samba ainda era suspeito, quando o tambor ainda precisava pedir licença para tocar. Era filho de uma Porta Bandeira da Unidos da Tijuca. Cresceu entre rodas improvisadas, festas de rua, campos de terra batida e vizinhos que sabiam que a vida era dura, mas que a música podia torná-la muito melhor. E, foi na tinturaria da avó que se aproximou dos sambistas do Salgueiro.

Aos doze anos, já desfilava pela Azul e Branco do Salgueiro, sem imaginar que um dia seria ele quem guardaria a história de toda uma escola.

Há quem diga que Sabiá tinha uma relação diferente com o tempo. Enquanto outros esqueciam datas, ele lembrava. Enquanto outros perdiam documentos, ele os guardava. Enquanto outros viviam o presente, ele vivia o presente e o passado — como se carregasse duas vidas ao mesmo tempo.

No início dos anos de 30 havia no Morro do Salgueiro vários blocos carnavalescos: “Capricho do Salgueiro”, “Flor do Camiseiros”, “Pedra Lisa”, “Príncipe da Floresta”, “Terreiro Grande”, “Unidos da Grota” e “Voz do Salgueiro”. Esses blocos se uniram em 3 escolas de samba: a “Azul e Branco”, a “Depois Eu Digo” e os “Unidos do Salgueiro”.

Antenor Gargalhada, o português Eduardo Teixeira e Paolino Santoro, conhecido como Italianinho do Salgueiro integravam a “Azul e Branco”. Mané Macaco, Paulino de Oliveira, Ceciliano (Peru) integravam a “Escola de Samba Depois Eu Digo”, fundada em 1934, com as cores verde e branco. E os blocos “Capricho do Salgueiro” e “Terreiro Grande” viriam a se reunir na “Unidos do Salgueiro”, de cores azul e rosa, comandada por Joaquim Casemiro, conhecido como Joaquim Calça Larga.

Nos anos 50, em 1953, as três escolas do Morro do Salgueiro se fundiram para criar os “Acadêmicos do Salgueiro”, Sabiá estava lá. Não apenas presente: atento, cuidadoso, consciente de que aquele momento era maior do que todos. Guardou a ata de fundação como quem guarda um filho. Guardou por décadas. Guardou como quem sabe que o futuro precisa do passado para não se perder.

Sabiá não foi compositor de muitos sambas — era compositor de sambas fundadores. Escreveu “Navio Negreiro” em 1957, quando falar da escravidão no carnaval ainda era ousadia, quase afronta. Transformou dor em memória, memória em canto, canto em identidade.

Depois veio Debret, veio Chico Rei, veio Valongo. Veio a certeza de que o Salgueiro não seria apenas escola de samba: seria uma escola de história.

E Sabiá, com sua escrita firme e sua melodia consciente, ajudou a construir essa ponte entre o morro e a ancestralidade.

Ao longo das décadas, Sabiá ocupou cargos, muitos cargos — harmonia, patrimônio, bateria, conselho, vice-presidência. Mas nenhum deles definia quem ele era. Porque Sabiá era maior que qualquer função. Era o homem que chegava cedo, que observava tudo, que corrigia sem humilhar, que ensinava sem se impor. Era o tipo de dirigente que não precisava levantar a voz para ser ouvido. Bastava estar presente.

Quem teve a chance de entrar na casa de Sabiá sabe: ali não era apenas casa. Era arquivo. Era templo. Era sala de aula. As paredes carregavam fotos, recortes, troféus, lembranças de desfiles que marcaram época. Cada objeto tinha história, e cada história tinha dono: ele.

Pesquisadores iam até lá como quem visita biblioteca. Compositores iam como quem visita mestre. O morro ia como quem visita amigo. A porta da casa de Sabiá rangia como se também fosse antiga demais para abrir depressa. Lá dentro, o ar tinha cheiro de papel guardado, de madeira velha, de história que não se apaga.

As paredes eram um mosaico de quadros, recortes, troféus, lembranças — tudo organizado com o cuidado de quem sabe que memória é coisa séria.

Sabiá caminhava devagar, como sempre. Não era idade: era respeito. Cada passo parecia pedir licença ao tempo. — Vem cá, meu filho, ele dizia, chamando o visitante com a voz baixa, mas firme. Sentava-se à mesa, abria a gaveta com a delicadeza de quem mexe num relicário. De lá, tirava um envelope amarelado, dobrado com precisão. Colocava-o sobre a mesa como quem coloca um santo no altar, desdobrava o papel e dizia: “Isso aqui é o começo de tudo”.

A ata de fundação dos “Acadêmicos do Salgueiro” respirava de novo, como se tivesse esperasse décadas para ser vista. Ali estavam os nomes de Antenor Gargalhada, Italianinho, Joaquim Calça Larga. Esses nomes pareciam acender pequenas luzes na memória de Sabiá. Ele passava o dedo pelas linhas como quem acaricia o rosto de um velho amigo. “Se a gente não guarda isso, o morro esquece. E se o morro esquece, a escola perde a alma”.

Djalma Sabiá
 
                                           

O visitante ficava em silêncio. Era impossível falar diante de algo tão vivo. Sabiá sorria, aquele sorriso pequeno, quase tímido, mas cheio de orgulho. “Eu não sou dono disso, não. Sou só o guardião. O Salgueiro é que é dono de mim”.

E ali, naquela mesa simples, com a ata aberta como um livro sagrado, era possível entender: Sabiá não guardava papéis. Guardava o tempo.

 

O sopro do morro: a vida e o legado de Geraldo Babão

No Morro do Salgueiro, há quem diga que, antes de existir escola de samba, já existia o som da flauta de Geraldo Babão. O instrumento atravessava becos como se fosse parte da paisagem, misturando-se ao cheiro de feijão novo, ao barulho das crianças correndo e ao burburinho das conversas que nunca terminavam. Era um som que não pedia licença: apenas acontecia. E, quando acontecia, o morro parava.

Babão — nascido Geraldo Soares de Carvalho[2], em 1926 — não foi apenas um compositor. Foi um marcador de época, um daqueles artistas que não se contentam em participar da história: precisam moldá-la. Sua trajetória se confunde com a própria formação estética do Salgueiro, especialmente nos anos 1960, quando a escola decidiu que o carnaval também podia ser espaço de memória, identidade e afirmação negra.

Geraldo Babão

A cena é recorrente nos relatos de quem conviveu com ele: Babão caminhando pelas vielas do morro, flauta em mãos, soprando melodias que pareciam surgir do chão. Não havia caderno, não havia gravação — havia apenas o sopro, a rua e a memória. A saliva que escorria do bocal, resultado de horas de prática, virou apelido. O apelido virou nome. O nome virou história.

Essa forma de compor — intuitiva, orgânica, quase ritualística — deu aos seus sambas uma característica rara: linhas melódicas longas, fluidas, que crescem como narrativa. Babão não escrevia sambas; escrevia trajetórias. E isso se tornaria uma marca do Salgueiro.

Nos anos 60, o Salgueiro decidiu olhar para a história afro-brasileira com a seriedade que ela merecia. Enredos como “Xica da Silva”, “Quilombo dos Palmares” e “Chico Rei” não eram apenas escolhas temáticas: eram declarações políticas, culturais e afetivas. E Babão estava no centro desse movimento. 


Em 1964, ao lado de Djalma Sabiá, compôs “Chico Rei”, samba que muitos consideram um divisor de águas. A obra narra a saga de Galanga, rei africano escravizado que comprou sua liberdade e a de seu povo. O samba não romantiza a dor, mas também não se rende a ela. Babão transforma sofrimento em grandeza, e grandeza em canto.

No ano seguinte, assinou “História do Carnaval Carioca”, que deu ao Salgueiro o título de 1965. Era a confirmação de que o morro tinha encontrado sua voz — e que essa voz tinha nome.

Apesar da sua importância, Babão nunca se comportou como estrela. Era figura cotidiana: conversava com vizinhos, ensinava jovens compositores, corrigia melodias com paciência de artesão. Martinho da Vila, que o conheceu de perto, costuma dizer que Babão era “professor sem quadro-negro”. Sua pedagogia era o convívio.

O sol já começava a descer quando Babão aparecia na viela, flauta na mão, passo leve, olhar distante. As crianças paravam de correr. Os vizinhos diminuíam o tom da conversa.

Até os cachorros, dizem, ficavam mais quietos quando ele passava. Babão encostava na parede, respirava fundo e soprava a primeira nota. Era fina, longa, quase tímida — como se estivesse perguntando ao morro se podia entrar.

A segunda nota vinha mais forte. A terceira, mais curva. A quarta, mais viva. E de repente, a viela inteira virava melodia. A flauta parecia conversar com o chão, com as janelas, com as roupas penduradas no varal. Cada sopro era uma história. Cada curva da melodia era uma lembrança que Babão transformava em música.

Ele não escrevia nada. Não precisava. O samba nascia ali, no ar, e ficava guardado na cabeça como se a memória fosse um caderno infinito. A saliva escorria do bocal, brilhando na luz da tarde. Foi assim que o apelido nasceu — e ninguém ali achava graça. Era sinal de entrega, de horas de sopro, de dedicação.

Uma vizinha abria a janela. “É samba novo, Babão?” Ele sorria sem parar de tocar. “Samba não é novo nem velho. Samba é o que o morro manda”. E continuava soprando, agora com mais força, como se estivesse puxando o samba de dentro da terra. A melodia crescia, ganhava corpo, ganhava alma. Era como se o morro inteiro respirasse junto com ele.

Quando terminava, ficava um silêncio bonito — aquele silêncio que só existe depois da música que mexe com o coração. Babão guardava a flauta, dava dois passos, olhava para o céu. “Amanhã eu termino. O samba ainda tá nascendo”. E ia embora, deixando a viela cheia de notas invisíveis, que só quem vivia no Salgueiro sabia como era bom ouvir.

Compositores de hoje — do Salgueiro e de outras escolas — ainda estudam sua obra. Não apenas pelos sambas, mas pela forma como ele entendia o enredo: como história viva, como responsabilidade, como memória coletiva.

No Morro do Salgueiro, há histórias que não se contam separadas. Entre elas, a de Djalma Sabiá e Geraldo Babão — dois homens que, sem combinar nada, decidiram que o samba merecia memória, dignidade e beleza. Um fez isso com papel, disciplina e permanência. O outro, com flauta, melodia e sopro.

Sabiá, era o guardião do tempo, o homem que sabia onde tudo começou. Guardou a ata de fundação da escola como quem guarda um segredo sagrado.

Conhecia de cor, datas, nomes, histórias, detalhes de desfiles que ninguém mais lembrava. Era arquivo vivo, raiz profunda, tronco que sustenta. Seu samba era construção: pensado, organizado, consciente.

Quando escreveu “Navio Negreiro”, abriu uma porta que o carnaval jamais fechou. Quando assinou “Chico Rei”, deu ao Salgueiro não apenas um samba — deu um destino. Sabiá era permanência.

Babão era o sopro que moveu o morro. Era o contrário complementar de Sabiá. Não guardava papéis: guardava melodias. Não colecionava documentos: colecionava vento. Caminhava pelas vielas soprando sua flauta como quem conversa com o mundo.

Sua música não vinha da técnica — vinha da alma. Era fluida, longa, cheia de curvas, como se cada nota carregasse uma história que não cabia em palavras.

Com “Chico Rei”, Babão transformou dor em grandeza, grandeza em canto, canto em identidade. Babão era movimento.

Juntos, Sabiá e Babão eram raiz e vento. Se Sabiá era quem dizia “lembrem”, Babão era quem dizia “sintam”. Se Sabiá organizava o passado, Babão reinventava o presente. Se Sabiá era a memória, Babão era a emoção. Um escrevia sambas que explicavam. O outro escrevia sambas que tocavam. E o Salgueiro precisava dos dois.

Nos anos 60, quando o Salgueiro decidiu que o carnaval podia ser espaço de ancestralidade, foram eles que deram forma a essa ideia. Sabiá trouxe o enredo, a pesquisa, a consciência histórica. Babão trouxe a melodia, o corpo, o sentimento. O resultado foi uma revolução silenciosa: um carnaval que não apenas desfilava, mas contava; um samba que não apenas cantava, mas lembrava; uma escola que não apenas competia, mas representava.


Geraldo Babão, Roberto Ribeiro, João Nogueira e Martinho da Vila


O ponto mais alto dessa cumplicidade artística ocorreu em 1964, quando assinaram, ao lado de Binha, o épico "Chico Rei". Com acordes marcantes e uma narrativa poética inesquecível sobre a libertação dos escravizados nas minas de Ouro Preto, a obra tornou-se um divisor de águas e um dos sambas-enredo mais aclamados de todos os tempos. Naquele momento, a sintonia de Sabiá e Babão mostrou que o samba não era mero entretenimento, mas sim um instrumento de afirmação, cultura e resistência.

Dois mestres, duas missões! Sabiá ensinava com palavras. Babão ensinava com música. Sabiá era mestre de quadra. Babão era mestre de rua. Sabiá formou dirigentes. Babão formou compositores. Sabiá guardou o Salgueiro. Babão deu alma ao Salgueiro.

Os dois formam o legado que não se separa. Hoje, quando o Salgueiro canta, canta com os dois. Quando escolhe um enredo afro-brasileiro, escolhe com os dois. Quando um compositor escreve um samba que respeita a história e emociona ao mesmo tempo, escreve com os dois.

Sabiá é a raiz que mantém o morro de pé. Babão é o vento que faz o morro respirar. E juntos, eles são a prova de que o samba não nasce de uma pessoa só — nasce do encontro.

Sabiá viveu até os 95 anos, tempo suficiente para ver o Salgueiro mudar, crescer, reinventar-se. Tempo suficiente para ver gerações de sambistas nascerem e se tornarem grandes. Tempo suficiente para ver que sua missão estava cumprida.

Quando partiu, em 2020, o morro ficou mais silencioso. Mas não ficou vazio.

Porque Sabiá deixou algo que poucos conseguem deixar: um legado que não depende de troféus, mas de memória; não depende de títulos, mas de verdade; não depende de fama, mas de raiz.

Sabiá nunca buscou holofote. Era daqueles que ficavam na lateral da quadra, observando, corrigindo, orientando. Mas sua influência era profunda: ele ajudou a formar gerações de sambistas, compositores e dirigentes.

A Revista Opera escreveu que, com sua morte, “foi-se embora grande parte da memória ancestral da Academia”. E o historiador Luiz Antonio Simas resumiu assim: “Enquanto Seo Djalma for lembrado, quem morre é a morte. Ele vive.”

Hoje, a mascote oficial da escola é um sabiá — não por acaso, mas por destino. Porque Sabiá não foi apenas fundador. Foi fundamento. Foi memória viva. Foi o homem que guardou o tempo para que o tempo não apagasse o morro.

Babão morreu em 1988, após um acidente na escadaria da Lapa. A notícia correu rápido pelo morro, deixando um silêncio que parecia contradizer sua trajetória. Mas o silêncio não durou. O Salgueiro, como sempre, transformou dor em canto.

Hoje, quase quatro décadas depois, Babão permanece presente. Está nas gravações, nos estudos, nas rodas de compositores, nas homenagens improvisadas, nos becos onde ainda se jura ouvir uma flauta ao longe. Está, sobretudo, na estética que ajudou a construir — uma estética que entende o samba como documento, como memória, como identidade.

Geraldo Babão não foi apenas compositor. Foi sopro, mestre, fundação. E no Salgueiro, onde a música nunca morre, ele continua soprando. E enquanto houver Salgueiro, haverá Djalma Sabiá e Geraldo Babão. Porque alguns homens não passam: permanecem. E alguns cantos não acabam: ecoam

                     Imagem criada por IA, gentilmente gerada e cedida por Paulo Eleotério


 Carmen Evangelho

Ilha da Magia 11/10/2026

 

Para quem tiver interesse:

1.     Salgueiro: Academia do Samba — Haroldo Costa (2003).  O livro mais importante para entender a história da escola. Traz contexto, personagens, enredos e o ambiente onde Sabiá e Babão se formaram.

2.    O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro — André Diniz (2008). Panorama geral do carnaval, com seções dedicadas ao Salgueiro e ao ciclo afro. Ajuda a situar a importância dos dois no cenário maior do samba-enredo.

3.    Samba de Enredo: História e Arte — Luiz Antônio Simas & Alberto Mussa (2010). Essencial para compreender a revolução estética dos anos 60 — período em que Babão e Sabiá brilham. Simas contextualiza o papel deles com precisão.

4.    Uma Vida Chamada Salgueiro – Pedro Nobre

5.     A República do Samba — Haroldo Costa (1985). Retrato amplo do samba carioca, com trechos sobre compositores históricos. Bom para entender o ambiente cultural que moldou ambos.

6.    Revista Opera — Artigo “A morte de Sabiá e a Memória Ancestral da Academia”. Texto contemporâneo, sensível e profundo sobre o legado de Sabiá. Ótimo para quem quer começar pela dimensão humana.

 Discografia essencial — Sabiá e Babão

Sambas para entender quem eles foram.

Djalma Sabiá:

1. “Navio Negreiro” (1957) — Acadêmicos do Salgueiro. Primeiro samba-enredo da história a tratar explicitamente da escravidão.

2. “Viagem Pitoresca ao Brasil — Debret” (1959). Consolida o Salgueiro como escola de enredos históricos. Sabiá em plena forma. 

3. “Chico Rei” (1964) — parceria com Geraldo Babão. Um dos maiores sambas-enredo de todos os tempos.

4. “Valongo” (1976) - Último samba-enredo de Sabiá. Retoma a memória negra com força.

 Geraldo Babão —

1. “Chico Rei” (1964) — parceria com Djalma Sabiá. O samba que define o ciclo afro do Salgueiro. Melodia monumental.

2. “História do Carnaval Carioca” (1965) - Samba que deu o título ao Salgueiro. Babão no auge da criação melódica.

3. “Descobrimento do Brasil” (1962) - Marca a consolidação de Babão como compositor da escola. Melodia fluida, assinatura dele.

4. “Eneida, Amor e Fantasia” (1973) - Menos conhecido, mas belíssimo. Mostra a maturidade melódica de Babão.

5. “Do Cauim ao Efó, Moça Branca, Braquinha” (1977) - Samba forte, com estrutura melódica típica dele. Vale muito ouvir.








[1] Djalma de Oliveira Costa (Rio de Janeiro, 1925 – Rio de Janeiro, 10/11/2020)

[2] Geraldo Soares de Carvalho (Rio de Janeiro, 20/07/2026 – Rio de Janeiro, 22/05/1988)


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